#PENOMUNDO 5.0




         O dia 24 de Dezembro começou e as mochilas já estavam carregadas e preparadas para mais um Penomundo, nessa data em especial atingimos a marca de 5 anos da formação do grupo e pontualmente ansiosos estávamos no local marcado a espera da van para seguir ao nosso destino. um pouco de água para hidratar já pensando nas distâncias, enquanto era aberta a primeira cerveja de um dos viajantes que seguiu o ritual a cada parada do tortuoso caminho da nossa condução, só chegamos à estrada duas horas depois de rodar dentro da cidade para completar a lotação da van. antes de ir mudança de motorista logo mudara o ritmo que vinha dos alto-falantes da Sprinter, afastando as Curvas da Estrada para dar lugar a um som mais jumenteiro para alegria de outros passageiros ali lotados, e tome cerveja ao carona do primeiro assento. Já era metade da tarde dentro da van que tinha até um gato aperreado numa bolsa, quando os buchos dos passageiros começaram a se revirar dando voz a palavras famintas enquanto um dos nossos perguntava qual seria a próxima parada para poder abastecer-se de mais cerveja srsr. Parada para o rango, Santa Maria/RN, alguns quilos de comida antes de seguir em frente. mais uma parada e logo chegaríamos ao destino. Após os passageiros nos notarem como estranhos, pois nunca tínhamos tomado tal rumo, falamos um pouco sobre sobre nossa ideia de subir a Serra Branca. Uns diziam que com tanta cerveja o doido ali da frente não ia chegar nem perto do objetivo, enquanto o motorista já todo empolgado ia mostrando tudo e falando dos limites da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves em épocas de cheia. Após saberem que nosso contato era o artista plástico da cidade, pairou um ar de confiança em torno de nós viajantes.

Os céus eram tomados pelos fenômenos de um fim de tarde nublado, próximo ao por do sol um resquício de arco-íris que parecia se concentrar somente em uma pequena área quadrada entre as nuvens mais carregadas, foda que as lentes do celular não captaram as cores ali concentradas. Uma olhadela para trás meio que sem querer lá estava a lua gigante e amassada surgindo no horizonte. ainda deu tempo par um desenho dentro da van antes de chegar a casa do artista. Chegamos, fomos ao mercadinho mais próximo para comprar os últimos mantimentos antes de seguir no carro do nosso anfitrião até o local onde passaríamos a noite de aniversário do Pé No Mundo Trilhas. Noite um pouco iluminada pela lua entre as nuvens que mostravam o melhor local nas ruínas onde armar o acampamento. O jantar não jantar, biscoitos e vinho, cachaça de engenho para regar a noite dos que ficam acordado falando até cansar, um mergulho para achar um ângulo legal e tirar a foto matinal. Horas depois os primeiros roncos cortam o silêncio, depois são vozes de um casal meio sem noção que chega na madruga e fica ali ao lado das barracas conversando e curtindo a lua. logo nas primeiras horas de sol, uma entrada na água para pegar o ângulo completo da foto do local, as primeiras embarcações chegam as margens ao nosso lado, logo em seguida um caminhão pipa que volta outras vezes, acampamento desarmado, e trilha entre as ruínas em busca do cemitério, uns artefatos no caminho e muitas garrafas antigas de refrigerante. Vacas encarando, pescadores nas margens, um Pé atolado kkk, e chegamos ao cemitério com suas vegetação alta e espinhosa que destacavam os limites da área (foram bem adubadas). Uma foto para marcar a visita, e o sol da manhã já esquentava o juízo quando paramos num dos alicerces da linha férrea que cortava a cidade. O caminho de volta foi marcado com o sol causticante das 9h da manhã. um celular que não prestava nos deixou uns minutos na entrada da cidade até fazer contato com nosso amigo e achar o caminho de volta a sua casa. Um almoço revigorante na pousada da cidade, e logo em seguida um rolê de picape até a Serra Branca. com a presença dos amigos desenhistas encaramos a subida da serra que é suave na maioria dos pontos, deixando um dos caminhantes em cada curva de nível respeitando seus limites, afinal era pouca água para muita sede. Uma parada antes do cume para desenhar e as primeiras gotas de chuva caem logo que o lápis faz seu último traço. A pancada de chuva veio na hora certa para aplacar a sede. uma descida cautelosa para não escorregar nos locais onde a água escorria, os chocalhos de uma cascavel na descida avisava por onde não ir (só um doido viu). Agora um descanso na sombra, uma manga e mais um rolê até uma fazenda do outro lado da Lagea Formosa, uma pequena escalada nas rochas, mais um desenho da paisagem e muito leite e queijo antes de voltar para a cidade. Uma sopa e uma olhada na praça antes do cansaço nocautear. vish 4h da manhã lá vem a lotação.. simbora que o mundo arrudiou.
 - Erre Rodrigo



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